O jornalista recebeu o convite para a comemoração do aniversário daquela igreja, 34 anos, no dia 31 de janeiro de 1999. Pensou consigo: “por que não entrevistar a aniversariante?”.
Entrevista é estilo jornalístico muito apreciado. Jornal ou revista que se preze apresenta-se sempre com a entrevista do cidadão importante sobre o assunto mais quente do momento. Por exemplo, as páginas amarelas de “veja”, o caderno B do “Jornal do Brasil” ou o 2º caderno de “O Globo”.
A aniversariante é a Igreja Presbiteriana da Praia de Botafogo e o jornalista arriscou-se na entrevista.
Jornalista: Você é a Igreja que completa, neste último dia de janeiro, 34 anos. Você se lembra de como surgiu?
Igreja: Claro que sim. Nasci como nascem todas as organizações eclesiais. Resultado de aspirações evangelísticas, dentro de circunstâncias em que algumas pessoas desejaram unir-se para formar a comunidade...
Jornalista: Que circunstâncias foram essas?
Igreja: Um presbítero e sete diáconos da Igreja Presbiteriana da Rua da Passagem, por razões que não vêm ao caso, se desligaram daquela comunidade e pediram cartas de transferência, as quais foram concedidas. Esses documentos do Rev. Domício Pereira de Mattos, que residia naquela época à Rua Buarque de Macedo, 32, no Flamengo e era pastor da Igreja Presbiteriana de Ramos.
Jornalista: Eram só esses oficiais da igreja citada?
Igreja: Não, eles representavam famílias, ao todo 42 pessoas...
Jornalista: Lembra-se de seus nomes?
Igreja: Lembro-me com precisão. Eram 42 transferências, começando com o presbítero Raymundo Passos e os diáconos José Carlos Ferreira Lobo, Ezequias Lúcio Quadra, João de Souza Bida, Flávio Gomes, Luiz Martins, Ramiro Rodrigues Paes e Severo Ochiuzzio. Além desses oficiais, mais 34 adultos, 23 mulheres e 11 homens e mais algumas crianças. Dessa lista de 42 só estão presentes hoje Ezequias Quadra e Elza Pinto Ferreira Lobo.
Jornalista: Assim, foi logo constituída a Igreja?
Igreja: Não. O processo para que me constituísse Igreja durou mais de dois anos. Primeiro, o pastor Domício reuniu-se com o grupo para conhecê-lo e saber o que de fato pretendia. Depois, por questão de ética, procurou o presidente do Presbitério Rio de Janeiro (ao qual pertencia a Igreja da Rua da passagem) para informá-lo do que estava acontecendo e, depois arrolou o grupo na Igreja Presbiteriana de Ramos, do Presbitério Rio Norte. O Conselho da Igreja de Ramos criou, com o grupo, a Congregação da Praia de Botafogo.
Jornalista: Por que “Congregação da Praia de Botafogo”?
Igreja: Simplesmente porque o grupo passou a reunir-se na Praia de Botafogo, 430, onde o Dr. Luiz George de Oliveira Bello acabava de construir o Edifício que tem ligação com seu nome, o Saint George, e em sua sobreloja instalaria a Rádio Copacabana. Dr. Bello cedeu ao grupo as instalações e aí foram iniciadas minhas atividades. Elas frutificaram e o Presbitério Rio-Norte me organizou, como Igreja Presbiteriana da Praia de Botafogo, no dia 31 de Janeiro de 1965, o mesmo dia de aniversário do pastor.
Jornalista: Se o local era destinado à Rádio Copacabana, como nele você se instalou?
Igreja: O Dr. Bello desistiu de transferir a Rádio Copacabana para o seu edifício e ofereceu toda a instalação, que ocupava as unidades 201, 202 e 203 – todo o segundo andar (sobreloja) do 1º bloco do edifício. O preço muito acima da minha possibilidade. Arrisquei uma oferta 20% do valor total e cinco anos de prazo para pagar os outros 80%. Por incrível que pareça, ele aceitou!
Jornalista: E você, a Igreja a organizar-se, tinha possibilidades de cumprir a proposta?
Igreja: Não! Esta é a estória de fé e dedicação ao Senhor e eu me senti honrada. O pastor e o então presbítero José Carlos Lobo resolveram vender seus automóveis e apelaram aos demais que fizessem contribuições de outra sorte e levantaram os 20%. Todos assumiram contribuições mensais para cobrirem as 60 prestações dos outros 80%... E nos primeiros cinco anos de vida, como igreja, consegui este respeitoso patrimônio.
Jornalista: Se eram três unidades do edifício, por que, agora, você só ocupa duas?
Igreja: As taxas condominiais de três unidades eram muito altas, representavam mais de mil reais mensais (na moeda de hoje) e isso onerava sobremaneira a comunidade. Houve, entretanto, precipitação na venda da unidade 203. Precipitação e falta de fé, do que me penitencio. Deveria apenas ter alugado e usar os aluguéis para pagamento das taxas de condomínio das três unidades... Nosso patrimônio seria maior hoje.
Jornalista: Estou gostando da história. Quero saber mais. Por exemplo: se você estava colocada ma zona Sul e foi o Presbitério Rio-Norte que a organizou, isso não causou problemas?
Igreja: Causou! Tive problemas de ordem eclesiástica: Três grandes líderes do Presbitério Rio de Janeiro, homens respeitáveis e de grande influência, não só no Rio de Janeiro, mas em toda a IPB (os revs. Benjamin Moraes, Amantino Vassão e Stélio Severino da Silva, pastores de Copacabana, Catedral Presbiteriana e de Botafogo) manifestaram-se contra a minha organização. Dois deles foram presidentes de Supremo Concílio da IPB e demoraram a me aceitar como igreja, exatamente na área de atuação deles. Tive, entretanto, pleno apoio de outros pastores e de outros presbitérios, a ponto de ser o pastor da Praia de Botafogo conduzido à presidência do Sínodo da Guanabara por dois períodos de dois anos.
Jornalista: Poderia citar alguns nomes de apoio à sua organização?
Igreja: Vou citar dois nomes ilustres de pastores não ligados aos concílios do Rio de Janeiro e que me foram não apenas estimulantes, mas inspirativos. O primeiro nome é o do rev. Miguel Rizzo Júnior, criador do Instituto de Cultura Religiosa. Vinha de São Paulo para fazer conferências. Fez de mim o centro de suas atividades no Rio de Janeiro. Muita gente vinha à Praia de Botafogo para ouvi-lo. Outro nome de irrestrito apoio à minha formação foi o rev. Haroldo Cook. Já aos 85 anos, aceitou minhas dependências como sua residência e eu o tratei com muito carinho. Fiz dele meu pastor honorário e só saiu daqui aos 99 anos para uma casa de repouso, mantida pela comunidade britânica, onde veio a falecer, aos 101 anos. Suas memórias estão em um livro (“Os 101 anos de Haroldo Cook”), que tenho em estoque, cerca de 100 exemplares, para oferecer graciosamente aos que, lendo esta entrevista o desejarem. É só pedir, quando me visitarem, ou me escreverem se morarem fora do Rio de Janeiro. Quanto aos problemas, ouço as palavras de Jesus: “... conheço as tuas obras, eis que tenho posto diante de ti uma porta aberta, a qual ninguém pode fechar; sei que tens pouca força, entretanto guardaste a minha palavra e não negaste o meu nome. Conserva o que tens, para que ninguém tome a tua coroa.” (Apocalipse 3:8 e 11).
Jornalista: Ótimo! Então não falemos mais de problemas e sim de realizações. Quais foram as principais de que se lembra?
Igreja: Não me esqueço nunca de que fui pioneira em transmitir pelo rádio os cultos dominicais, em programa chamado “A Igreja em Sua Casa”. Projetei-me também em programas diários de cinco minutos, era “O Pastor em Sua Casa”. Estávamos em pleno regime militar de exceção e muita injustiça era praticada, muita gente perseguida, presa e torturada, então, em espírito profético, acolhi um grupo de 21 pastores e líderes evangélicos de diferentes denominações, os quais criaram o Centro Ecumênico de informações – CEI – sediando-o inicialmente em minhas dependências. Em período sombrio da história brasileira, minha posição ecumênica e profética não foi bem aceita... Perdi membros que confundiram “Ecumenismo” com “comunismo” e “denúncias” com “subversão”. Dos 21 que iniciaram o movimento dentro de minhas portas, dois estiveram presos – o Prof° Waldo Lenz César e o rev. Zwinglio Mota Dias, e um foi torturado e morto, Ivan dias, irmão do pastor Zwinglio, e outro, o rev. Juvelino Ramos, perseguido, conseguiu refugiar-se nos Estados Unidos, onde vive até hoje. Entre os presos e torturados, ligados a mim, estava também uma jovem. Não pertencia à comunidade, mas era a secretária e atendia o expediente do CEI, cuja sede eu agasalhava. Chamava-se Vânia Stanhioto. Arrisquei-me, na pessoa do pastor, que foi ao Tribunal Militar da 1ª Região, testemunhar a favor dela e, como o promotor era colega de magistério na Faculdade de Direito, conseguiu sua absolvição... Mas a moça já trazia marcas terríveis, físicas e psicológicas, das torturas sofridas... Tornei-me Igreja mais ou menos repudiada por essa posição liberal, ecumênica e contrária ao regime militar despótico... E, em 1968, o pastor que me organizou e me atendia, face à situação agravada com o General Médice, foi aconselhado a deixar o país e passar um ano na américa do Norte, com bolsa de estudos, oferecida pelo movimento ecumênico do Conselho Mundial de Igrejas. Em 1969 alcançava o grau de Mestre em Teologia pelo Union Theological Seminary de Nova York. Em meio à crise e ausência do pastor, fui, durante o ano, atendida pelo presbítero José Carlos Ferreira Lobo. Sentiu-se chamado para o ministério da palavra, fez o curso de teologia, e foi de fato pastor, que me atendeu de 31.01.1993 a 21.05.1996 data de sua chamada para a glória celestial. Parte de seu ministério foi cumprido ao lado do rev. José de Aguiar Vallim Filho, que foi meu servidor durante o período de 1981-1995 quando, eleito pela igreja de Vila da Penha. Ao pastor que me organizou dei-lhe o título de emérito e, nesse caráter, esteve ao lado dos dois obreiros, revs. Vallim e Lobo.
Jornalista: Como e por que você se tornou parte da Igreja Presbiteriana Unida, se você foi organizada na IPB?
Igreja: As circunstâncias descritas provocaram reações e a IPB, pela Comissão Executiva, determinou que o Presbitério Rio-Norte fosse disciplinado por agasalhar pastores ecumênicos e subversivos. Como o Sínodo da Guanabara, que jurisdicionava o concílio, se recusasse a realizar esse ato, a CE-SC da IPB, contrariando todos os dispositivos legais-eclesiásticos, transferiu o presbitério para o Sínodo Oeste Fluminense e determinou que este o dissolvesse e despojasse do ministério os seus pastores. No mesmo dia em que o Sínodo Oeste Fluminense se reunia, os pastores, em número de nove, e nove igrejas renunciaram à jurisdição da IPB e criaram o Presbitério Cidade do Rio de Janeiro, o qual, juntando-se à Federação Nacional de Igrejas Presbiterianas – FENIP – criou a igreja Presbiteriana Unida do Brasil – a IPU. Assim me vi fora da IPB participando da denominação Presbiteriana que se instituía, na perspectiva de buscar nova forma de ser Igreja e a unidade na diversidade. Podíamos, agora, assumira posição liberal, ecumênica e de diálogo com todos os segmentos cristãos, participando do Conselho Mundial de Igrejas, da aliança Mundial de Igrejas Reformadas, do CONIC (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs) do qual faz parte a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).
Jornalista: Não íamos mais falar de problemas, mas eles surgiram em sua explanação. Como você se sentiu em face desses acontecimentos?
Igreja: Muitas vezes titubeei, perguntando se, diante de tanta oposição, estava no caminho certo... Recorri à Palavra do Senhor e ouvi dele: “No mundo tereis muitas aflições, mas tende bom ânimo, pois eu venci o mundo!” (Jô 16:33)
Apliquei a mim, também, as palavras de Jesus à igreja em Éfeso: “conheço as tuas obras, e o teu labor, como a tua perseverança... e suportastes provas por causa do meu nome e não te deixaste esmorecer... tens a teu favor que odeias as obras dos nicolaítas, as quais também eu odeio...” (Ap 2:2, 3 e 6)
Jornalista: Bem, ficamos sabendo de muito do passado... Como está o presente de sua vida eclesiástica?
Igreja: Parece que nossa história é sempre de problemas. Pois é, eles continuaram a surgir. Com a saída do rev. Vallim, assumiu o pastoreado efetivo o rev. José Carlos Ferreira Lobo, o que fora presbítero e um dos que me fizeram surgir. Dinâmico, cheio de idéias novas, assumiu todas as responsabilidades pastorais, com o apoio de sua esposa, Elza, também formada no seminário. Comecei a sentir vitalidade. Ninguém, contudo, pode penetrar nos desígnios de nosso Deus... E o Pai celestial resolveu chamar para si o pastor que me dava muitas esperanças...
Pedi que assumisse as rédeas comunitárias o pastor emérito e que tentasse resolver a assistência pastoral e que, embora na emerência, assumisse o ônus pastoral efetivo. Foi o que ele fez. Teve apoio efetivo do Conselho e da União Feminina, liderada pela presbítera Elza Lobo. Buscou de várias formas alguém que repartisse com ele as tarefas do ofício. Tentou fazê-lo com seminaristas e um obreiro, os quais não se adaptaram ao meu estilo eclesial. Convocou, então, o rev. Cyro Cormack, membro do concílio a que estou jurisdicionada e que tem agora o nome do que fora meu pastor-honorário: “Presbitério Haroldo cook”.
O rev. Cyro Cormack é um dos 21, daqueles que formaram o Centro Ecumênico de Informações e, aliás, redator dos primeiros boletins do CEI. Aceitei-o, através do Conselho de Presbíteros, como pastor auxiliar. O mesmo Conselho de Presbíteros resolveu convocar-me em assembléia geral para eleger pastor e oficiais, presbíteros e diáconos, com mandatos até o ano 2001. Foram eleitos para o pastorado efetivo o rev. Cyro Cormack e o rev. Domício Pereira de Mattos. Para o presbiterato elegi as senhoras Elza Pinto Ferreira Lobo (atual moderadora), Aline Barbosa de França, Eneida Jauffret Coelho, Lucília de Almeida Elias, o senhor Leosírio Gomes da Silva e fiz presbítero emérito Ezequias Lúcio Quadra, um dos meus fundadores. Elegi também para o diaconato as senhoras Anita Fávero Cavalcante, Clotilde Matos Silva, constância Hermelina de Souza, Gercy de Souza, laura Ubaldina de Souza e o Sr. João Carlos de Souza.
Jornalista: Pode me explicar esse predomínio de mulheres na direção de sua vida eclesial?
Igreja: Claro que sim. Sou hoje uma Igreja, cujo rol é mais de 90% feminino. Como a IPU permite, em todos os ofícios da igreja, a partir do pastorado, a ordenação de mulheres, temos aí o resultado efetivo da composição do conselho e da junta diaconal. E eu me sinto feliz e honrada por ver as mulheres, como no tempo de Jesus, caminhando com ele e servindo-o com os seus bens (Lucas 8:2, 3).
Jornalista: Além dessa, quais são as outras de suas características?
Igreja: Sou uma igreja de terceira idade. Vejo-me envelhecida pela ausência de jovens... Faz-me muita falta. Assumo, entretanto, o fato de ser Igreja de pessoas adultas, a maior parte na terceira idade. Creio ser este um tipo de ministério cristão e estou disposta a acolher muito mais pessoas de terceira idade e oferecer-lhes um ambiente comunitário aconchegante. Há muitas pessoas idosas em solidão, carentes de afeto e de companheirismo... Diga a elas que estou aqui, de braços abertos, para recebê-las e oferecer-lhes um pouco do incomensurável amor de Jesus Cristo. E pode, também, dar um recado aos Jovens: Gosto de vocês e da música de vocês... Tenho aqui, sobre o aparelho de som uma guitarra emudecida, à espera de jovens que toquem e cantem. Venham! Eu receberei vocês com a mesma afetividade e alegria. Finalmente, sou uma igreja dentro de um condomínio. Sofro as restrições de entrar e sair e aspiro trocar este lugar maravilhoso, que Deus me deu, por uma casa ou terreno, nas proximidades, onde possa mais livremente realizar a obra que me foi entregue... Mas, quem toma conta de mim é meu Pai Celestial, que deu o seu Filho para ser esposo da Igreja. Confiada nele irei fazendo neste lugar o melhor possível, à honra e à glória do seu inefável nome!
Jornalista: Parabéns! E que Deus continue abençoando a sua vida.
Igreja: Obrigada pela oportunidade de tornar-me mais conhecida. Minhas portas estarão sempre abertas para os que desejarem visitar e receber aqui o livro de memórias “Os 101 anos de Haroldo Cook”.

Pastor efetivo – Rev. João Valença
Pastor emérito – Rev. Domício Pereira de Mattos

Domício Pereira de Mattos formou-se no Seminário Presbiteriano de Campinas em 1941 e serviu por 64 anos à Igreja santa, una, católica e apostólica, corporificada na soma de todos os que aceitam e anunciam Jesus Cristo como Filho de Deus e Salvador. Só exige uma Igreja de Jesus Cristo.
Na vida acadêmica, obteve o mestrado em jornalismo (1959) e em teologia (1969), na Universidade de Syracuse e no Union Theological Seminary de Nova York. Bacharelou-se em Direito (1972) e passou a exercer o magistério superior na Faculdade Brasileira de Ciências Jurídicas e na Universidade Federal de Juiz de Fora. É titular da Cadeira 10 da Academia Evangélica de Letras do Brasil e tem sete livros editados.
Durante seu ministério na IPB, presidiu o Sínodo Meridional, o Sínodo Central e duas vezes o Sínodo da Guanabara, o que lhe deu a responsabilidade de participar da Comissão Executiva do Supremo Concílio por 16 anos. Esteve como delegado no S.C. de 1950 (constituinte), 1954, 1962 e 1966. Presidiu os Presbitérios de São Paulo e Rio de Janeiro. Foi o representante por duas vezes na Aliança Mundial Presbiteriana, em Evaston (USA) e Genebra (Suiça). Por onze anos, foi o redator responsável do Orgão Oficial da IPB, "O Puritano", depois "O Brasil Presbiteriano".
Como jornalista, compareceu a três Assembléias Gerais do Conselho Mundial de Igrejas, em Chicago (USA), Nairobi (Quênia, Africa) e em Camberra (Austrália).
Ordenado pelo presbitério de São Paulo, em 1942, serviu às Igrejas de Varginha, Santos, Lapa (8 anos), São Caetano, Unida e sua congregação Jardim das Oliveiras.
Em 1953, transferido para o Presbitério do Rio de Janeiro, pastoreando as Igrejas de Ramos (32 anos), Praia de Botafogo (pastor emérito no exercício do pastorado efetivo). Atendeu ainda as Igrejas de Olaria e Penha. Participou da organização do Presbitério Rio-Norte, ao qual serviu até 1984, quando cessaram suas atividades na IPB. No mesmo ano com mais nove companheiros criou o Presbitério Haroldo Cook e passou a fazer parte da IPU até o ano 2000.
Há 64 anos casado com a Professora Ceres Toledo de Mattos, teve dela apoio dinâmico e presença em toda a trajetória, dando-lhe um filho, Cercio, falecido aos 47 anos, e 2 netos: Carina e Luis Felipe.