Como surgiu a comunidade
Rodrigo Borges em qua, 23/04/2008 - 03:19 Jornalista: Você é a Igreja que completa, neste último dia de janeiro, 34 anos. Você se lembra de como surgiu?
Igreja: Claro que sim. Nasci como nascem todas as organizações eclesiais. Resultado de aspirações evangelísticas, dentro de circunstâncias em que algumas pessoas desejaram unir-se para formar a comunidade...
Jornalista: Que circunstâncias foram essas?
Igreja: Um presbítero e sete diáconos da Igreja Presbiteriana da Rua da Passagem, por razões que não vêm ao caso, se desligaram daquela comunidade e pediram cartas de transferência, as quais foram concedidas. Esses documentos do Rev. Domício Pereira de Mattos, que residia naquela época à Rua Buarque de Macedo, 32, no Flamengo e era pastor da Igreja Presbiteriana de Ramos.
Jornalista: Eram só esses oficiais da igreja citada?
Igreja: Não, eles representavam famílias, ao todo 42 pessoas...
Jornalista: Lembra-se de seus nomes?
Igreja: Lembro-me com precisão. Eram 42 transferências, começando com o presbítero Raymundo Passos e os diáconos José Carlos Ferreira Lobo, Ezequias Lúcio Quadra, João de Souza Bida, Flávio Gomes, Luiz Martins, Ramiro Rodrigues Paes e Severo Ochiuzzio. Além desses oficiais, mais 34 adultos, 23 mulheres e 11 homens e mais algumas crianças. Dessa lista de 42 só estão presentes hoje Ezequias Quadra e Elza Pinto Ferreira Lobo.
Jornalista: Assim, foi logo constituída a Igreja?
Igreja: Não. O processo para que me constituísse Igreja durou mais de dois anos. Primeiro, o pastor Domício reuniu-se com o grupo para conhecê-lo e saber o que de fato pretendia. Depois, por questão de ética, procurou o presidente do Presbitério Rio de Janeiro (ao qual pertencia a Igreja da Rua da passagem) para informá-lo do que estava acontecendo e, depois arrolou o grupo na Igreja Presbiteriana de Ramos, do Presbitério Rio Norte. O Conselho da Igreja de Ramos criou, com o grupo, a Congregação da Praia de Botafogo.
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