Formalismo Religioso e Verdadeiro Serviço ao Senhor
Mateus 21:28-32
Um homem possuía dois filhos. Chamando os dois, pediu que servissem em sua vinha. O primeiro disse que não iria, mas depois se arrependeu e foi. O segundo disse que iria, mas não foi. Quem fez a vontade do pai?
Cristo diz que os viciados, as prostitutas, os soropositivos, os homossexuais, os michês e tantos outros desprezados pela sociedade nos precederão na glória de Deus. Nosso Pai não quer que sejamos decoradores de Bíblia e cumpridores de regras religiosas. Entrará no Reino de Deus quem sabe amar.
Ao longo de nossa vida dizemos muitos “sim” querendo dizer “não”. Às vezes dizemos “não”, mas depois pensamos melhor e decidimos pelo “sim”. O que conta mesmo não são as devocionais que fazemos, ou se vamos todos os domingos do mês à igreja, ou se cantamos no coral, ou tantas coisas. O que conta mesmo é se dizemos “sim” todos os dias, e de verdade, mesmo antes dizendo “não”. O “sim” mais difícil é dito fora da igreja. Segue Cristo aquele que ama, presta serviço ao outro. Só conseguimos dizer “sim” a Deus quando procuramos ter a capacidade de amar.
Confundimos caminho e salvação com religião. Hoje, tais coisas não estão mais de mãos dadas. Não é mais regra. Há muitas pessoas fora da sombra da religião fazendo a vontade do Pai, chamando Deus por outros nomes e tendo todo o amor do mundo no coração. Jesus chama à vida e não ao hábito. Os umbandistas, os candomblecistas, os messiânicos, os mórmons, e tantos outros religiosos, aparentemente (para nós) dizem não, porém, a verdade é que dizem “sim”, pois amam e servem aos desamparados, aos órfãos, aos sozinhos, aos famintos, são caridosos. Têm amor. Na verdade, eles dizem mais “sim” que tantos evangélicos fundamentalistas. Ser de Deus é realizar sua vontade, independente de agremiação religiosa.
Qual dos filhos somos nós? Dizemos “sim” de verdade ou não?
“Seguir Jesus é o projeto de vida mais fascinante que há.” Caio Fábio
Sermão Igreja da Praia – Marcio Retamero
- 189 leituras
