10. A Face Feminina da Igreja
Rodrigo Borges em seg, 31/03/2008 - 14:54 tags: Lucas 8:1b a 3: "Os doze iam com Jesus e também algumas mulheres (...) Maria Madalena, Joana, Suzana e muitas outras, as quais lhe prestavam assistência com os seus bens." Mensagem no "Dia das Mães", ressaltando o papel da mulher na cristianização do mundo. O preconceito contra a mulher ainda existe ainda hoje na maioria das Igrejas.
No Dia das Mães, 2° domingo de maio, presta-se significativa homenagem à mulher, por cumprir ela a sua mais gloriosa missão - a maternidade. É verdade que não se pode usar a palavra, mãe sem o verbo amar, o que justifica esta homenagem. Entretanto, numa Igreja, onde a mulher é excluída da inteira participação em seus ofícios é uma hipocrisia as comemorações prestadas nesse dia, só porque ela é mãe... E as mulheres que não tiveram em seus braços filhos que, por razões que não vem ao caso, não foram gerados, ficam esquecidas, humilhadas, relegadas ao desprezo? Não seria muito melhor que não houvesse o "Dia das Mães", mas que a mulher fosse posta, como Jesus a colocou, ao lado dos doze? Diz o texto: "Os doze iam com Jesus andando de cidade em cidade e de aldeia em aldeia anunciando o evangelho do Reino de Deus e com eles algumas mulheres prestando serviços..."
Primeiro: Amor é a peça fundamental do viver cristão. Maternidade é uma das maiores glórias da mulher. É também a experiência mais profunda do amor humano. Foi por amor que mulheres seguiram a Jesus e seguiram-no apaixonadamente. Em várias situações do ministério salvífico e messiânico de Jesus, elas se destacaram: 1. Seu primeiro apóstolo (enviado) em Samaria, foi a mulher samaritana. 2. Muitas acompanharam Jesus em suas viagens, juntamente com os apóstolos (vs.1 a 3). 3. As mulheres o acompanharam até o Calvário, onde padeceu na cruz, quando muitos homens o abandonaram (Mateus 27:55-53). 4. A primeira testemunha da Ressurreição foi Maria Madalena e testemunharam com ela outras mulheres. 5. Esse amor incendiou a vida de uma mulher, que o fez nascer e jamais o abandonou e, na morte, esteve ao seu lado: - Maria! É pena que a maior comunidade cristã de fé - A Igreja Católica - coloca Maria no lugar em que ela jamais desejou estar, por ser o lugar de seu Filho: redentora, intercessora dos pecadores... Ela mesma proclama-o o seu Redentor, seu Deus e Salvador (Lucas 1:46 e 49). As mulheres que de fato amam o Senhor Jesus levam seus filhos a conhecê-lo e seguí-lo... Essa é a minha experiência pessoal: Meu pai era intrépido pregador do Evangelho. Escrevi um livro de memória de seus testemunhos evangelísticos a que chamei "O Último Passageiro da Balsa".
Entretanto, quem me colocou nos braços de Jesus foi minha mãe!... Será por isso que sou defensor da participação da mulher em todos os ofícios da Igreja?... Talvez sim, mas, de fato, quem deu à mulher esse privilégio e permitiu que o acompanhasse, com os doze apóstolos, foi o Senhor Jesus!
Segundo: Maternidade é figura de entrega generosa, por amor. Dádiva de si mesma, dom de si mesma aos outros. Protótipo do amor dadivoso de Deus, que "de tal maneira amou o mundo que deu seu Filho unigênito, para que todo que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna!" Amor é dádiva. Só é perfeito o amor de Deus. O amor materno pode ser possessivo: muitas mães têm ciúme do filho e brigam com as noras... Daí o preconceito com sogras... O amor de Deus é dádiva completa, a salvação que oferece é pessoal e eterna, só está na dependência de sua aceitação.
Terceiro: A Igreja deve ter a dimensão da feminilidade. Aliás, é com essa dimensão que a Bíblia nos apresenta e define a Igreja: esposa e mãe! Mãe e Mestra (Mater et Magister). Não como instituição rígida, jurídica, dominadora, apresentando-se, muitas vezes, mais pronta a excluir, afastar da comunhão, excomungar, anatematizar do que buscar e agasalhar os que estão precisando de amparo, muitos filhos pródigos que a procuram. A ação da Igreja é de serviço e amor em benefício de toda a sociedade. Atitude bondosa de entrega desinteressada,. Seus traços devem ser femininos e maternais. Sem essa dimensão a Igreja, como mulher, perde o traço mais rico de sua essência e trai a razão de sua existência.
Vocês mulheres, especialmente vocês mães, recebam a homenagem deste dia, mas saibam que maior é a responsabilidade de vocês diante de Deus! Lutem por suas posições eclesiásticas; não se acomodem em ser simples "auxiliadoras", sem direito à voz e ao voto nos concílios ou Conselhos Administrativos de suas comunidades... E que sejam vocês a dar os traços de feminilidade, tão carentes nas várias organizações eclesiásticas, especialmente no Brasil e na América Latina. Que sejam vocês as reformadoras da Igreja do amanhã! Assim Deus as ajude!
Domício Pereira de Mattos
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Foi muito interessante essas passagens onde valoriza o papel de mãe, mulher e companheira. Infelizmente fico triste em ver certas mães maltratando e até, as vezes, torturando seus filhos por coisas banais.
Eu lembro quando Jesus falou que "nos finais dos tempos o amor de muitos iriam esfriar".
Eu fico me perguntando será que estamos no fim? Mas aínda existem muitas e muitas mulheres que merecem a sua posição de destaque no meio da sociedade lutando por seus valores que são importantes, tanto pra elas como pra gente. Tem muitas pessoas que não sabem o quanto é bom ser dominada por uma mulher.
Ivan R. da Silva
Menbro da Igreja Metodista Wesleyana
Agradecemos a visita e o comentário. Que bom que o texto falou a seu coração.
Abraços