IPU e IPB
Rodrigo Borges em qua, 23/04/2008 - 03:28 Jornalista: Como e por que você se tornou parte da Igreja Presbiteriana Unida, se você foi organizada na IPB?
Igreja: As circunstâncias descritas provocaram reações e a IPB, pela Comissão Executiva, determinou que o Presbitério Rio-Norte fosse disciplinado por agasalhar pastores ecumênicos e subversivos. Como o Sínodo da Guanabara, que jurisdicionava o concílio, se recusasse a realizar esse ato, a CE-SC da IPB, contrariando todos os dispositivos legais-eclesiásticos, transferiu o presbitério para o Sínodo Oeste Fluminense e determinou que este o dissolvesse e despojasse do ministério os seus pastores. No mesmo dia em que o Sínodo Oeste Fluminense se reunia, os pastores, em número de nove, e nove igrejas renunciaram à jurisdição da IPB e criaram o Presbitério Cidade do Rio de Janeiro, o qual, juntando-se à Federação Nacional de Igrejas Presbiterianas – FENIP – criou a igreja Presbiteriana Unida do Brasil – a IPU. Assim me vi fora da IPB participando da denominação Presbiteriana que se instituía, na perspectiva de buscar nova forma de ser Igreja e a unidade na diversidade. Podíamos, agora, assumira posição liberal, ecumênica e de diálogo com todos os segmentos cristãos, participando do Conselho Mundial de Igrejas, da aliança Mundial de Igrejas Reformadas, do CONIC (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs) do qual faz parte a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).
Jornalista: Não íamos mais falar de problemas, mas eles surgiram em sua explanação. Como você se sentiu em face desses acontecimentos?
Igreja: Muitas vezes titubeei, perguntando se, diante de tanta oposição, estava no caminho certo... Recorri à Palavra do Senhor e ouvi dele: “No mundo tereis muitas aflições, mas tende bom ânimo, pois eu venci o mundo!” (Jô 16:33)
Apliquei a mim, também, as palavras de Jesus à igreja em Éfeso: “conheço as tuas obras, e o teu labor, como a tua perseverança... e suportastes provas por causa do meu nome e não te deixaste esmorecer... tens a teu favor que odeias as obras dos nicolaítas, as quais também eu odeio...” (Ap 2:2, 3 e 6)
Jornalista: Bem, ficamos sabendo de muito do passado... Como está o presente de sua vida eclesiástica?
Igreja: Parece que nossa história é sempre de problemas. Pois é, eles continuaram a surgir. Com a saída do rev. Vallim, assumiu o pastoreado efetivo o rev. José Carlos Ferreira Lobo, o que fora presbítero e um dos que me fizeram surgir. Dinâmico, cheio de idéias novas, assumiu todas as responsabilidades pastorais, com o apoio de sua esposa, Elza, também formada no seminário. Comecei a sentir vitalidade. Ninguém, contudo, pode penetrar nos desígnios de nosso Deus... E o Pai celestial resolveu chamar para si o pastor que me dava muitas esperanças...
Pedi que assumisse as rédeas comunitárias o pastor emérito e que tentasse resolver a assistência pastoral e que, embora na emerência, assumisse o ônus pastoral efetivo. Foi o que ele fez. Teve apoio efetivo do Conselho e da União Feminina, liderada pela presbítera Elza Lobo. Buscou de várias formas alguém que repartisse com ele as tarefas do ofício. Tentou fazê-lo com seminaristas e um obreiro, os quais não se adaptaram ao meu estilo eclesial. Convocou, então, o rev. Cyro Cormack, membro do concílio a que estou jurisdicionada e que tem agora o nome do que fora meu pastor-honorário: “Presbitério Haroldo cook”.
O rev. Cyro Cormack é um dos 21, daqueles que formaram o Centro Ecumênico de Informações e, aliás, redator dos primeiros boletins do CEI. Aceitei-o, através do Conselho de Presbíteros, como pastor auxiliar. O mesmo Conselho de Presbíteros resolveu convocar-me em assembléia geral para eleger pastor e oficiais, presbíteros e diáconos, com mandatos até o ano 2001. Foram eleitos para o pastorado efetivo o rev. Cyro Cormack e o rev. Domício Pereira de Mattos. Para o presbiterato elegi as senhoras Elza Pinto Ferreira Lobo (atual moderadora), Aline Barbosa de França, Eneida Jauffret Coelho, Lucília de Almeida Elias, o senhor Leosírio Gomes da Silva e fiz presbítero emérito Ezequias Lúcio Quadra, um dos meus fundadores. Elegi também para o diaconato as senhoras Anita Fávero Cavalcante, Clotilde Matos Silva, constância Hermelina de Souza, Gercy de Souza, laura Ubaldina de Souza e o Sr. João Carlos de Souza.
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