2. Eu sei que meu Redentor vive

2. Eu sei que meu Redentor vive

Enviado por Rodrigo Borges em seg, 05/05/2008 - 23:09 tags:

Texto “Oxalá minhas palavras fossem escritas e fossem gravadas na rocha: Eu sei que o meu Remidor vive! Jó 19:23 a 25.

Sermão pregado em culto de ação de graças pelo restabelecimento de grave enfermidade da irmã Jéssica da Gama Rocha.

Remidor, aquele que redime. acode, socorre, ajuda, liberta, salva. Não importa o tipo de sofrimento, dor, angústia, desespero e mesmo o fim – a morte. Ele vive e me dá a certeza de que eu viverei nele ou com ele, para sempre! Isto é o que importa. Isto é o que nos leva a celebrar Ação de Graças e louvor...

Jamais alguém sofreu tanto e experimentou de tal maneira a dor como Jó, com exceção de Jesus Cristo no caminho do Calvário e na cruz: dor física, moral, espiritual e aquela impressão da ausência de Deus, aquele tormento dos que zombam de sua fé, a ponto de pessoa, mais íntima, lhe dizer: “Renega, amaldiçoa, o teu Deus e morre de uma vez!”

O importante da mensagem poética do livro de Jó é sabermos que dor, sofrimento, doença não é sempre resultado de pecado, Estamos imbuídos desta idéia que, sem saber porque sofremos, perguntamos:”Onde foi que eu errei...” ou “O que é que eu fiz para sofrer tanto?...” O justo também sofre. Isaias 53 deixa evidente esta colocação, de difícil explicação teológica: “Por que o justo sofre, às vezes, ao lado do ímpio que goza os prazeres da vida?...” Doença, dor, sofrimento não têm sua causa nas relações do homem com Deus. São contigências normais da vida: uns ficam doentes porque se alimentam mal ou passam fome; outros porque se alimentam desordenadamente, comem demais ou comem o que não deveriam ter comido. Outros se atrofiam por não exercitarem o corpo, não trabalham; alguns por que se excedem no trabalho, arruínam a saúde. Uns se envenenam com pensamentos maldosos e a mente doentia leva para o corpo as conseqüências dos desiquilíbrios mentais... É claro que seja qual for a conseqüência do sofrimento, podemos repetir a declaração de Jó: “Eu sei que meu remidor vive e que me levantará do pó e na minha carne verei a Deus!”

1. Primeiro, damos graças a Deus por essa fé, cultivada em nossos corações.

A mensagem religiosa específica do livro de Jó é exatamente esta: o ser humano deve persistir na fé, mesmo quando seu espírito não encontra sossego. Manter a fé viva enquanto tudo é favorável é muito fácil, mas muitas vezes Deus põe à prova a nossa fé.... É aí onde está a razão de muitas de nossas tribulações. O autor do livro de Jó não podia ir mais longe, faltava-lhe a luz de Jesus Cristo e as experiências apostólicas perto dele. Para aclarar o mistério da dor inocente era preciso que tivesse a certeza das sanções do além túmulo e da vida eterna. À pergunta angustiante de Jó, responde o apóstolo São Paulo em Romanos 8:18: Os sofrimentos do tempo presente não têm comparação com a glória que há de revelar-se em nós” . Esta é a fé que acalenta nossos corações: aconteça o que acontecer, Deus está comigo, segura as minhas mãos e me levará a salvo aqui e agora ou no repouso eterno, ainda estarei com Ele, pois, na linguagem de Jó, “em minha carne verei o meu Deus”! Temos que agradecer esta fé que Ele mesmo coloca em nossos corações, que afasta de nós todo o medo, conforme o salmo 27:1: "O Senhor é a minha luz e a minha salvação, do que terei medo? O Senhor é a fortaleza de minha vida, a quem temerei?...”

2. Segundo, damos graças a Deus pela solidariedade dos irmãos. Na dor, no sofrimento, afigura-se-nos que estamos sozinhos, abandonados, quando, na verdade, centenas de irmãos e amigos estão de mãos postas, suplicando a Deus a nossos favor. A solidariedade com o sofrimento do irmão é marca característica da comunidade cristã e, por isso, damos graças a Deus...Em 7 de setembro estávamos aqui neste templo de Ramos, comemorando o aniversário desta Igreja, no mesmo instante em que adorávamos a Deus, neste lugar, a presbítera Jéssica, em um hospital, esperava ser conduzida à cirurgia. Provavelmente sentido a ausência dos filhos e dos irmãos...O próprio médico estranhou e lhe perguntou onde estavam os filhos... Estão no culto de aniversário de minha igreja e participam do coral, que fará audição especial...Eles ausentes, como eu, o desfalque seria significativo... Pedi e insisti com eles (três vozes) que estivessem na Igreja e participassem do coro. Todos aqui, numa festa de aniversário, mas orando e com o pensamento na irmã que passava pelos momentos mais críticos e sombrios de sua saúde... Recíproca solidariedade: da igreja e dela, no hospital, preocupada com sua comunidade, o coro e o culto que se realizava... Meus irmãos: cultivem sempre esse espírito de solidariedade e amor fraternal. Digam como o salmista: “Que bom e amável é viverem unidos os irmãos”... Este o segundo motivo para ação de graças deste culto que celebramos ao nosso Remidor que vivo está! Glória,pois, ao seu excelso nome!

3. Da-mos graças porque, no caso concreto da doença e cirurgia de Jéssica, as mãos de Deus agiram poderosamente e, em pouco tempo, pôde ela fazer celebrar este culto de ação de graças, no espírito do Salmo 103 vs. 2: ”Bendize,ó minha alma, ao Senhor e não te esqueças de nenhum só de seus benefícios!” Estou absolutamente certo de que é com toda a sinceridade que Jéssica e Igreja oferecem este culto a Deus, como certo estou também de que a mensagem que desejam transmitir a todos os convidados é a mensagem do texto do livro de Jó: “Oxalá minhas palavras fossem escritas e gravadas com inscrição, na rocha: eu sei que meu Remidor vive e que me levantará do pó e na minha carne verei o meu Deus!” Problemas, aflições, dores e incertezas todos nós experimentamos, mas o nosso Deus não se esquece de nenhum de nós... Ele nos ama de tal maneira que nos deu o seu Filho unigênito para morrer por nós e, ressuscitado da morte, nos transmite a VIDA, para que possamos afirmar: Eu sei que meu Remidor vive! Amem

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