Texto
Ser
Ser de Deus é crer na suavidade do amanhã, é apoiar-se na força da fé, é sentir-se criança guiada pela mãe, é entusiasmar-se com o infinito, é saber e nada mais, é sorrir.
Ser dEle é dançar com o vento, é gritar aos céus todas as flores que nascem em nós, é acender-se de toda a luz.
Ser de Deus, mais ainda, é apoiar o cansado, é fazer surgir amor nos olhos dos que choram, é intimar a meiguice do viver, é dar as mãos.
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A mesa ainda é de Cristo?
“Fazei isto em memória de mim” disse Jesus aos discípulos. Judas estava presente, mesmo Cristo sabendo que seria traído. Homens simples estavam presentes... homens imperfeitos, com pecados diários, com indagações. Homens que foram chamados bela bondade de coração, pela coragem, pela fé, Homens como você e eu. Todos comeram com Cristo. Não houve escolhas ou abordagens maliciosas.
Deus nos livre de um Brasil Evangélico - Ricardo Gondim
Deus nos livre de um Brasil evangélico
Ricardo Gondim
Começo este texto com uns 15 anos de atraso. Eu explico. Nos tempos em que outdoors eram permitidos em São Paulo, alguém pagou uma fortuna para espalhar vários deles, em avenidas, com a mensagem: “São Paulo é do Senhor Jesus. Povo de Deus, declare isso”.
Rumino o recado desde então. Represei qualquer reação, mas hoje, por algum motivo, abriu-se uma fresta em uma comporta de minha alma. Preciso escrever sobre o meu pavor de ver o Brasil tornar-se evangélico. A mensagem subliminar da grande placa, para quem conhece a cultura do movimento, era de que os evangélicos sonham com o dia quando a cidade, o estado, o país se converterem em massa e a terra dos tupiniquins virar num país legitimamente evangélico.
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Da cegueira
Domingo de Páscoa, ao sair do culto e atravessar a rua da Praia de Botafogo, vi. Vi um grupo de crianças. Vi seus pequenos corpos com pouca roupa. Vi que dois deles não vestiam blusa. Vi que um deles estava descalço. Chovia. Vi suas mãos infantis segurando frascos de cola. Vi que cheiravam. Vi a desordem e a falta de respeito por eles mesmos. Lembrei que a Praça da Bandeira estava alagada. Lembrei das crianças que moram nas ruas. Vi, então, que um deles caiu e os outros riram. Vi que esse deveria ter uns 7 anos. Vi que brincavam com armas imaginárias. Eu vi, e notei que ainda somos cegos.
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Ser Igreja
"Igreja não é e não deve ser latifúndio de DNA" disse Marcio Retamero.
Pelos passeios que fiz pelas religiões deparei-me com frustrações, medos, incertezas e poderes instituídos pela maioria preconceituosa. O modelo de Cristo tornou-se mercado e os templos são como shoppings. Não há como sentir-se em casa em lugares assim. A igreja deveria ser nosso lar, tratado com carinho, presteza. Igreja deveria ser exemplo de acolhida, renúncia do "eu" e a visão do "nós".
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Quem somos?
Igreja Presbiteriana da Praia de Botafogo....
“Igrejinha”, como docemente a chamava seu eterno Pastor... “Aquela Igreja”, como já se ouviu por aí... “Igreja da Praia”, um apelido simpático.
Muitos poderiam ser os nomes e muitas eram as possibilidades quando, há 46, anos um grupo se reuniu e decidiu formar uma nova comunidade. Não nos interessa saber o que o motivou, mas apenas que era Deus agindo por misericórdia de seu povo.
Mensagem Pastoral de Natal
Rev Marcio Retamero em qui, 23/12/2010 - 23:05 tags: Rev. Márcio Retamero - Pastor Efetivo da Igreja Presbiteriana da Praia de Botafogo
Certamente eu e você já ouvimos dezenas e dezenas de vezes a história do Natal. Todos nós sabemos a história: uma jovem virgem desposada por um carpinteiro chamado José, foi visitada por um anjo chamado Gabriel enquanto orava em seu quarto. Gabriel trouxe uma notícia impactante: Maria, virgem, seria mãe do Messias prometido por Deus pela palavra dos seus profetas.
Maria quis saber como isso seria possível, uma vez que era virgem! O Anjo então respondeu que o Espírito de Deus a envolveria e que dali em diante ela carregaria no ventre o Menino que seria Emanuel, Deus conosco. Maria disse sim e correu todos os riscos com o seu sim, inclusive o de ser apedrejada até à morte, já que, além de virgem, era solteira.
APROXIMA-SE O NATAL DO SENHOR JESUS!
“E BEM AVENTURADO É AQUELE QUE NÃO ACHAR EM MIM MOTIVO DE TROPEÇO” Mt 11.6
A TEOLOGIA DO ADVENTO
O Advento recorda a dimensão histórica da salvação, evidencia a dimensão escatológica do mistério cristão e nos insere no caráter missionário da vinda de Cristo.
Ao serem aprofundados os textos litúrgicos desse tempo, constata-se na história da humanidade o mistério da vinda do Senhor, Jesus, que de fato se encarna e se torna presença salvífica na história, confirmando a promessa e a aliança feita ao povo de Israel. Deus que, ao se fazer carne, plenifica o tempo (Gl 4,4) e torna próximo o Reino (Mc 1,15).
O Advento recorda também o Deus da Revelação. Aquele que é, que era e que vem (Ap 1, 4-8), que está sempre realizando a salvação mas cuja consumação se cumprirá no "dia do Senhor", no final dos tempos.
JESUS, HOMEM LIVRE
"A salvação pela graça significa: é inútil e desnecessário nos preocuparmos com o além. O além pertence a Deus, nossos braços não vão até lá. E Deus já resolveu o assunto, em amor. Somos então livres para sermos totalmente deste mundo, fazendo as coisas que a consciência nos comanda. O homem não é um ser subordinado a uma lei, é um ser perante Deus, e Deus é essencialmente 'graça', liberdade. A lei perde sua aura sagrada. O homem está livre para quebrá-la."
Rubem Alves.
Dogmatismo e tolerância, Edições Paulinas, 1982
