Paz
Se pudesse, agora, correria pelo céu e gritaria à Terra a liberdade que sinto.
Se pudesse, agora, choraria, porque a lágrima lava o mal, e varre a impunidade.
Se pudesse, agora, abraçaria toda a gente que vejo, roubaria anseios, mágoas e tristezas e jogaria no fundo, bem no fundo do mundo.
Se pudesse, desenharia nossos corações unidos, pela força da simplicidade, e daria de presente aos velhinhos do Abrigo Cristo Redentor, e de tantos outros que estão sozinhos, abandonados e sem esperança.
Se pudesse, diria a toda a nossa comunidade de fé (daqui e de todo o mundo) que amo cada um, e que a força do bem faz-nos felizes, e que nada pode tirar-nos essa paz.
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